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Vereadores se calam diante da Saúde à beira do colapso em Coelho Neto MA

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“Nunca na história do município de Coelho Neto, esteve em situação tão grave a saúde pública”, denúncias de vários usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), relataram que as Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade estão paralisadas desde o ano passado dia 22 de dezembro e hoje quinta-feira (10), após denúncias nas redes sociais, blogs, o governo municipal sobre o comando do prefeito petista Américo de Sousa, resolveu reabrir as unidades (UBS). No entanto nada adiantou pois segundo alguns usuários alegaram que ao procurar atendimento não foi encontrado médicos de plantão. A grave situação instalada resulta na paralisação, redução e suspensão de diferentes serviços de saúde no município de Coelho Neto, desde a atenção primária até os atendimentos hospitalares, levando apouco um colapso no sistema de saúde na cidade.

 

Pacientes ficam sem atendimento após médicos de Coelho Neto não reaparecem após recesso


Prefeitura da cidade criou um recesso de 17 dias aos médicos, que não voltaram no dia de ‘reabertura dos postos’.

 

Lamentável a toda essa situação é a falta de fiscalização dos vereadores sobre atos do poder Executivo —, principalmente daqueles em razão de acordos políticos entre o governo municipal tantos os chamados oposicionistas, como os que compõem a chamada ‘base de apoio’ —, que barra qualquer análise aprofundada e pedidos de esclarecimentos sobre possíveis desmandos.

 

Entendemos que os vereadores podem responder por omissão de suas atribuições constitucionais.

 

Agora, em tempos de se passar o país a limpo, a questão vem ganhando força no Ministério Público e nos tribunais. Ou seja, vereadores que se omitirem do papel constitucional que lhes cabem no Legislativo, que é o de fiscalizar os atos do Poder Executivo, poderão ser penalizados respondendo processo por improbidade administrativa e ter seus direitos políticos cassados.

 

Independentemente de alguns pertencerem à base aliada, compete às promotorias e aos cidadãos, a partir de agora, cobrar qualquer tipo de omissão, principalmente naqueles casos em que os desmandos cometidos são claros e evidentes, e devidamente comprovados. Esse pensamento punitivo vem sendo discutido e aplicado já em alguns Estados brasileiros, pois os interesses pessoais e particulares de vereadores e partidos políticos, através de algumas benesses concedidas, não podem prevalecer frente a dispositivo constitucional.

A história da política brasileira confirma a existência permanente de políticos de ocasião, oportunistas e de caráter duvidoso, que na ânsia da realização de seu projeto pessoal de carreira política, acabam por deixar de realizar a função primordial que é a de fiscalizar os atos do poder Executivo, porém até hoje não respondiam por nada mesmo diante de situações mais absurdas possíveis. Daí a necessidade do desenvolvimento de uma consciência política de responsabilização apurada e pronta para punir e retirar da vida pública tais indivíduos e para confirmar o apoio aos que realmente desejam uma cidade melhor para todos.

 

O vereador, por morar e viver o seu dia a dia junto dos cidadãos de sua cidade, tem uma enorme responsabilidade, pois acompanha de perto os acontecimentos da comunidade. Estando tão próximo, encontrando as pessoas, conversando com um e com outro, ele toma conhecimento das necessidades do povo e dos desmandos que estão sendo praticados.

 

Passa da hora para que, igualmente a outras autoridades públicas, vereadores também passem a ser denunciados, questionados e respondam pelos seus atos perante o poder Judiciário.

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