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Polícia prende traficantes de drogas que usavam até fuzil banhado a ouro

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Com o grupo a polícia apreendeu drogas e R$ 6 mil em dinheiro. Traficantes moravam em áreas nobres no DF

Drogas sintéticas, dinheiro, armas pesadas e até fuzil banhado a ouro. Assim agiam três organizações criminosas que estão sendo investigadas pela Polícia Civil, há oito meses, por meio da Operação Sem Fronteiras. Durante a investigação, policiais da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) mapearam a produção dos grupos que chegaram a enviar, mensalmente, 20kg de cocaína e 15 kg de haxixe para o DF.
Na manhã desta terça-feira (7/5), foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em várias regiões do DF, Alto Paraíso (GO) e Foz do Iguaçu (PR). A ação da polícia é continuação da Operação Delivery, de fevereiro do ano passado, quando 24 pessoas foram presas por tráfico de drogas. De acordo com o delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Mascarenhas, o objetivo agora é chegar nos fornecedores do grupo.
Só nesta terça-feira (7/5), a corporação apreendeu mais de R$ 6 mil em notas e moedas, maconha, cocaína, êxtase, entre outros entorpecentes. No DF, seis pessoas foram presas, a maioria no Plano Piloto. As buscas e apreenssões ocorreram em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Asa Sul, Asa Norte, Sobradinho, Paranoá e em outros estados.

Um dos alvos da operação é um morador de Águas Claras. Ele produzia drogas sintéticas em casa. De acordo com o delegado, o suspeito aprendeu um método de “cozinhar” as drogas no Estados Unidos, onde morou por 12 anos. “Ele mesmo se apelidava como “Breaking Bad”, fazendo referência ao seriado americano. Ele fazia MD, cristal. Ele produzia para passar para outros fornecedores. E fazia também uma maconha modificada, que chamava de maconha gourmet”, disse o delegado.

Outro alvo, preso também durante a operação, atuava em Foz do Iguaçu e fornecia drogas e armas também para o Rio de Janeiro. “Há suspeitas de que uma dessas organizações fornecia fuzis para facções fortes de lá. Esse rapaz tinha o costume de toda vez que fazia uma entrega de drogas ou armas, ele fazia um vídeo e mandava para seus clientes. Com ele encontramos um vídeo de um fuzil banhado a ouro, mas ainda não foi feita a apreensão dessa arma”.
Segundo o delegado, um dos alvos da investigação que atuava em Foz do Iguaçu (PR) tinha o costume de filmar as entregas que realizava. Em uma das imagens há um fuzil banhado a ouro(foto: Divulgação/PCDF)

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