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Ex-prefeito alega atentado, mas não fala sobre dívida de 300 mil que deve a policial militar em Afonso Cunha

Nada justifica, agressões ou partir para violência, caso isso venha acontecer, a vítima passar a ser acusado, e acusado vítima.

Ex-prefeito José Leane

Na tarde deste último domingo (02), na zona rural do município de Afonso Cunha, uma ocorrência envolvendo o policial militar José Graciliano, da 3ª Cia do 2º BPM, lotado no destacamento da cidade de Afonso Cunha, e o ex-prefeito daquela cidade José Leane, levantou duvidadas após relatos nas redes sociais do ex prefeito.

 

O ex prefeito se diz ser vítima de atentado de homicídio, e que tinha como suposto autor o policial militar e ainda tenta colocar o atual prefeito daquela cidade Arquimedes Bacelar como Partícipe da tal situação.

 

A reportagem do portalr10maranhao foi em busca de mais informações sobre a tal ocorrência e logo constatou que um atrito entre o PM e o ex-prefeito já dura anos, inclusive o policial já registrou alguns B.O sobre o caso. Segundo o que apurou a reportagem uma dívida de aproximadamente 300 mil reais, (trezentos mil) vem causando esse atrito entre os dois.

 

Para tentar confundir a opinião pública, o ex-prefeito aproveita da situação tentando criar um fato político, o que na verdade nada tem haver. A situação está relacionada apenas pelo atrito entre o PM e ex, sobre a dívida. A reportagem tentou contato com ex-prefeito, ainda na tarde de domingo, mas o mesmo não respondeu nossos questionamentos.

 

O atual prefeito de Afonso Cunha divulgou nota sobre o caso…

A seguir a integra da nota:

 

Sobre as acusações caluniosas do ex-prefeito José Leane divulgada em rede social neste domingo (02) e amplamente massificada em blogs do Estado em que acusa o prefeito Arquimedes Bacelar de ter tramado o seu assassinato dentre outros absurdos é necessário esclarecer o que abaixo segue:

 

Existe um problema antigo do ex-prefeito José Leane com o policial Graciliano, cujo atrito já dura 5 anos. No exercício da função de prefeito, Leane comprava combustível com ele para a prefeitura e ficou devendo cerca de R$ 300 mil reais. Como a venda era avulsa e sem contrato, ele acabou ficando no prejuízo e o ex-prefeito nunca pagou o que devia. O assunto é de conhecimento público e a cidade inteira sabe disso;

 

Na tarde deste domingo (02), ao retornar de um aniversário onde os dois participavam, houve essa cobrança que acabou gerando um clima animoso entre os dois. A presença da Polícia Militar no evento não era à toa, pois um taxista por nome Flávio já havia alertado tanto o ex-prefeito, quanto a própria PM que o policial estava revoltado com a situação e que poderia haver um desentendimento;

 

Ao falar que tranquei ele com meu carro, há uma má fé na afirmação, já que por está na frente em meu veículo com vidros fechados em decorrência da poeira não sabia o que estava ocorrendo atrás. Só me situei do acontecido quando um rapaz apelidado de Jiló chegou próximo ao carro, fez sinal para que eu encostasse, foi quando puxei o carro para que ele pudesse ultrapassar;

 

Na verdade o ex-prefeito está se aproveitando do fato para tirar a responsabilidade de si e jogar para mim que nada tenho haver com o episódio e muito menos com o histórico de dívidas feitas por ele;

 

Ao dizer em sua nota que a Polícia Militar não o ajudou ele falta com a verdade, pois a guarnição da PM não se manteve omissa, ao contrário, cumpriu o que era de sua competência fazer. Além de fazer a guarda do evento, a PM acompanhou a saída, conteve os ânimos e desde a hora do ocorrido fez a escolta do ex-prefeito até a saída da cidade;

 

Quem acusa cabe o ônus da prova. Estamos nos valendo da nossa assessoria jurídica para levar o caso à justiça com a versão do ocorrido para que o ex-prefeito prove as acusações que a mim foram impostas, sob pena de responder judicialmente por elas.

 

Arquimedes Bacelar

Prefeito

 

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