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Dilma confia na aliança com o PMDB para as eleições deste ano

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Dilma posa para fotos com trabalhadores após solenidade no Pará

A presidenta Dilma Rousseff voltou a manifestar sua confiança nos aliados do PMDB, que deverão seguir com ela na campanha eleitoral deste ano. Ela fez as declarações após ser perguntada sobre a aliança entre PT e PMDB no Pará. As duas legendas estarão juntas no palanque nas eleições de outubro.

– É certo que o PMDB faz parte da minha base e que certamente PMDB e PT estarão juntos numa eleição nacional. Acredito que nos estados também, sempre que isso ocorrer, será muito bem-vindo. Sei que aqui no Pará essa aliança está sendo construída e está bastante sólida – avalia.

Dilma Rousseff, que concorrerá à reeleição em outubro, disse que não pode deixar de governar para tratar de assuntos eleitorais neste momento.

– Eu me dedico a isso, a governar o país. Sou presidenta da República, não posso parar de ser presidenta e ficar cuidando de eleição agora. Tenho que, fundamentalmente, destinar 100% do meu tempo para, não só anunciar obras, como vamos fazer aqui, mas também participar de todos aqueles projetos que julgo fundamentais – disse, em entrevista a emissoras de rádios do Pará, onde cumpre agenda nesta sexta-feira.

Dilma destacou que vai tratar da disputa eleitoral “oportunamente”, mas que por enquanto está se “dedicando fundamentalmente” às questões do governo.

Dilma está no Pará para participar da cerimônia de inauguração do Complexo Portuário Miritituba-Barcarena, de formatura de estudantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além da entrega de máquinas a municípios.

CPI da Petrobras

Nos planos eleitorais do governo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que deverá ser instalada nos próximos dias, não significa uma preocupação a mais, segundo afirmou o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, também nesta sexta-feira, em Brasília.

Carvalho reforçou, em conversa com jornalistas, nesta manhã, que o governo federal não teme a investigação exclusiva sobre a Petrobras na  CPI do Senado. Na véspera, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, determinou a instalação de uma CPI restrita a fatos envolvendo a Petrobras.

– Não vou discutir uma decisão do Supremo, e muito menos uma intromissão no Legislativo. O ex-presidente Lula disse para a gente, desde 2003, que, neste governo, quem não quer ser investigado que não erre. Aprendemos a conviver com esse processo de investigação. Não tem problema nenhum, não temos medo dela. Acho que isso é parte da democracia. Mas o foco do governo não será a CPI. O foco do governo, neste momento, é lutar contra a inflação, a retomada do desenvolvimento e a Copa do Mundo – disse o ministro.

Segundo o ministro, o governo só espera que a CPI não seja um palco político, mirando as eleições deste ano.

– Já tivemos muitas CPIs ao longo desses últimos 11 anos, ao contrário dos outros governos. Não podemos ter medo. Só esperamos que ela, de fato, seja objeto de investigação e não palco de pura política – acrescentou.

Carvalho também concordou com a presidenta Dilma e disse que é muito cedo para pensar em eleições ou que a CPI possa trazer dificuldades para a campanha de reeleição de Dilma.

– Não vejo nenhuma relação, nenhum receio. Eleição, o povo vai discutir prá valer após a Copa, e vai depender dos programas apresentados e da nossa capacidade de mostrar o que realizamos nos últimos 12 anos – acrescentou.

Durante evento realizado na capital paulista, na véspera, o ministro já havia afirmado que o governo federal está preparando o relançamento do Programa Minha Casa, Minha Vida 3, o que deve ocorrer em agosto deste ano.

– Possivelmente para o mês de agosto. Estamos trabalhando nisso – concluiu.

Por Redação, com ABr – de Belém do Pará

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